março 13, 2007

Trotes Universitários

O ano acadêmico iniciou e é legal ver o campus cheio de novo, toda aquela efervescência da juventude ávida por conhecimento, mas tem uma coisa que acho de extremo mal gosto: os trotes. Todo início de semestre é a mesma coisa: um bando de veteranos - nem tão veteranos assim, boa parte é formada pelos calouros do último trote - resolvem fazer o que eles chamam de integração com os calouros e aí é aquela sujeirada toda, banho de ovo, vinagre, farinha, erva mate e tinta, seqüestro de mochila e tênis, humilhação e extorção, pois é preciso arrecadar dinheiro pra reaver seus pertences tudo em prol de uma grande festa que será feita pra integrar os futuros colegas.
Na minha opinião seria mais inteligente que realmente se fizesse algo pra integrar os alunos como uma gincana, por exemplo, um final de semana, de forma organizada, com tarefas variadas e divertidas, mas sem humilhação. Felizmente, em algumas universidades o perfil do trote está mudando e se tornando solidário com campanhas de doação de sangue, alimentos, visitas a asilos e creches.
Sei que o assunto dá o que falar, vejam abaixo o que encontrei na internet e algumas notas que sairam no jornal:
"É comum nas universidades e nos colégios especializados a prática de rituais de iniciação impostos aos estudantes novatos. Esses estudantes são vulgarmente denominados de "calouros" e os rituais a que nos referimos são chamados de trotes. Essas troças, na grande maioria das vezes, são vistas como simples atividades lúdicas. No entanto, tais atos são sempre revestidos de atitudes que implicam em humilhação e até prática de violência - há registros de lesões e até mesmo de mortes decorrentes dessas "brincadeiras". O estudante “veterano” que pratica o trote quase sempre se comporta de maneira arrogante e autoritária (ainda que supostamente a título de representação). Ele encarna um personagem cruel, implacável, insensível e cínico. O que parece ser um simples jogo de entretenimento ou comemoração é, na verdade, uma manifestação de poder que envolve questões profundas relativas ao íntimo do ser humano.(...)" Continua aqui.


"Cultura inútil
A Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Capital avisa que a Guarda Municipal do Parque da Redenção não poderia ter interferido segunda-feira, na hora de um trote, quando alunos de Biomedicina da UFRGS sujavam um playground infantil com vísceras de peixe, ovos, farinha e erva de chimarrão. Alega que os trotes são culturais. (07/03/2007 - Zero Hora - Geral - p. 03)"

"Esmola para os bixos
Com o início das aulas na UFRGS, aumentou o número de pedintes em esquinas e sinaleiras da Capital. São os bixos 2007. O antigo trote, que obriga calouros a recolher dinheiro nas ruas, parece se perpetuar na universidade, enquanto ações positivas crescem em outras instituições. (08/03/2007 - Zero Hora - Informe Especial - p. 03)"

"Trote financeiro
Calouros do curso de Medicina de uma universidade gaúcha estão atônitos. Ficaram sabendo que vão precisar pedir esmola nas esquinas nos próximos dias. Os veteranos decidiram que cada um deve trazer R$ 70 da rua. Quem não conseguir, precisa pagar do próprio bolso. À vista. (09/03/07 - Zero Hora - Informe Especial - p. 03)"
E aí, o que vocês acham dos trotes? Como foi o de vocês? Eu consegui não sofrer o trote, mas não saí ilesa, não, saí cheirando a vinagre.


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Esses da foto nem estão tão sujinhos, os que tenho visto ficam realmente em uma situação deplorável!
Até Mais!!!

março 09, 2007

Vamos Salvar o Planeta?

Estou tentando colocar algumas coisas em dia, por isso hoje estou postando assuntos com cara de atrasados...

Parabéns a todas as mulheres pelo nosso dia - que foi ontem, oficialmente, mas pra mim todos os dias são nossos pra sermos felizes e amarmos e sermos amadas. Recebi esse texto e resolvi postar em nossa comemoração:



Entrei na cozinha e lembrei do que fui buscar lá.
Liguei pra casa e todos estavam bem.
Acordei com o cabelo bom e com quem amo do lado.
O salto do sapato permaneceu intacto.
Entrei no meu jeans recém-lavado.
Encontrei as chaves dentro da bolsa.
Tomei um copo de água a mais e uma xícara de café a menos.
Parou de chover bem na hora em que levei meus filhos no colégio.
Cheguei em casa antes de começar a novela.
Esqueci de ligar o celular e sobrevivi.
Lembrei de me espreguiçar antes de sair da cama e de encolher a barriga antes de entrar na reunião.
Mandaram um beijo pra mim.
Fui convidada para ver filme no sofá.
Se alguém falou mal de mim, não fiquei sabendo.
Saí do banho e a toalha estava no seu devido lugar.
Do jeito que a coisa anda, ganhei o dia.
Texto Magali Moraes



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Abaixo reproduzo e-mail que recebi já há alguns dias, mas pra salvar o planeta nunca é tarde, não é mesmo?
"A MOTIVAÇÃO DO TEMA É MUITO BOA E VÁLIDA. (Os artistas, aproveitam a oportunidade... 0 que não invalida a CAUSA)- coopere na divulgação e participe. - É PELO NOSSO PAÍS.
Olá a todos!
Vcs assistiram o Fantástico ontem? Dentre algumas reportagens boas e outras nem tanto, houve uma sobre a destruição da Amazônia! Nada de novo né? Mas o q me chamou a atenção foi a participação dos artistas da Globo da série AMAZÔNIA. Os relatos de Juca de Oliveira e CristianeTorloni traduziram toda a estupefação e horror pelas cenas q presenciaram: desmatamentos e queimadas por toda a parte q nada mais são resultados DO SEU E DO MEU descaso para com o nosso maior patrimônio nacional. (Esqueçam o Ronaldinho, o Carnaval, a Skol e o Rio de Janeiro tá? Nosso ouro mesmo está lá na Floresta!) As previsões não são nada boas diga-se de passagem! Só prá terem uma idéia: imaginem um aumento da temperatura média atual em 6 graus... É isto q irá acontecer pois todos sabemos q a Amazônia não é mais o pulmão do mundo mas sim o ar condicionado do planeta! Se ela for dizimada, o planeta vai virar um forno! Juca e Cristiane decidiram fazer algo e redigiram uma carta para o nosso Presidente contendo várias reivindicações! Gostaria q todos entrassem no site http://www.amazoniaparasempre.com.br e dessem uma olhada. Há um link para q assinemos e nos unamos a eles! Eles estão prevendo a participação de 1,5 milhão de brasileiros e eu já me uni a eles. Já há + ou - 34 mil assinaturas! Vamos fazer algo pessoal! Ao invés de ficar ligando pra decidir quem fica ou quem sai do BBB7 (Arghhhhh), vamos fazer algo de bom e que pode trazer lucros saudáveis pra todos! Peço tb q encaminhem esta mensagem a seus contatos para formarmos uma corrente do bem, do amor e da fraternidade pela Preservação do nosso Ouro Verde! SOMOS UM POVO DA FLORESTA!
Paz e Harmonia a todos!"


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O número atual de assinaturas já está em mais de 248.000, ainda falta um bocado pra chegar em 1,5 milhão, mas é importante que já haja tantas pessoas pelo mundo preocupadas com o assunto. E então, quem vai?


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Bom Final de Semana a Todos!!!

março 05, 2007

É a Vida...

Nenhum dia é igual ao outro mesmo, por mais que achemos isso.
Depois do feriado de Carnaval, em plena quarta-feira de cinzas, minha vida deu uma vira-volta: minha mãe sofreu um acidente doméstico, destes a que ninguém está imune, caiu na escada e quebrou o tornozelo, quanto sofrimento na hora e ainda estava por vir mais...
Quando a convenci, ou melhor, quando ela decidiu ir ao médico já eram mais de 6 da tarde, moro em frente a uma clínica médica, era só chegar e pagar, ledo engano: além de só ter clínico geral nem raio-X tinha mais na clínica, aliás o que tem bastante lá é recepcionista pra informar que não tem médico, não tem raio-X, que a recepção não pode ser informatizada pois os convênios – aqueles vários que ninguém conhece muito, mas que ajudam as empresas na sua “responsabilidade social” com os empregados, cobram baratinho e não oferecem quase nada, mas é “plano de saúde” – só aceitam guias em papel!
Sem alternativas lá fomos nós pra uma emergência de hospital público – SUS é meu único convênio – na cidade vizinha, pois não ia perder mais tempo indo ao hospital que geralmente está com raio-X quebrado. Chega, faz ficha, enchem o paciente de perguntas e espera o atendimento de 100° mundo feito por um clínico geral, (pra conseguir um especialista tinha que ir de madrugada tirar ficha) quase pedi desculpa por ter chegado em má hora e atrapalhado a novela que a atendente assistia enquanto colocava uma tala no pé da minha mãe, fora a falta de jeito pra tirar o raio-X, nem para um animal se dá aquele tratamento.
É claro que passada a fase crítica levei-a em uma clínica particular, foi constatada a fratura e colocada uma tala descente, pois a que haviam colocado sequer ajudou a desinchar o pé de tão mal feita, e agora é só seguir as orientações médicas – o mais difícil é mantê-la quieta, ela sempre foi muito ativa, ficar em cima de uma cama não é a praia dela, mas por enquanto tem se comportado bem. Meu marido tem sido um anjo, como tenho que trabalhar e ele tem um horário mais flexível sobrou pra ele os cuidados com a sogra – ainda bem que os dois se dão bem!
Normalmente já fico irritada com os serviços de saúde pública, entre outros, de tanto ouvir e ver notícias desagradáveis, mas quando é com a gente a revolta sobe a cabeça mesmo. Nesse final de semana soube que o filho de um primo meu, menino de dois meses, foi medicado para toxoplasmose por engano. Em meio ao tratamento o médico liga pedindo pra cancelar a medicação, pois eles tinham se enganado, não era ele o paciente, era outro menino. E aí fica a pergunta: será que o outro menino está bem? Ou ficou com seqüela por não ter feito o tratamento desde o nascimento?
Por essas e outras é que peço a Deus que nos conserve com saúde e longe de hospitais.


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Com essa alegria toda, se for em hospital público, só pode ser piada ou fofoca...

fevereiro 20, 2007

Terça-Feira de Carnaval

Olá Pessoal!
Hoje é terça-feira de Carnaval, aliás hoje é o dia de Carnaval, mas nós brasileiros já começamos a comemorar, no mínimo, desde sábado - há lugares que começaram antes do Natal!
A Kristal me perguntou se eu gosto de Carnaval: bem, gosto mesmo é da folga de quatro dias, dá pra descansar do trabalho, colocar algumas coisas em dia como ficar mais próxima da família, ver filmes em dvd, ler, internetar e até estudar pra concurso público - estou nessa de novo. Carnaval mesmo só alguma coisa pela TV, acho bonito os desfiles de escolas de samba.
Dei uma pesquisada rápida sobre o Carnaval pra postar aqui hoje:
História do Carnaval
O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado a liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.

O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

No século XX o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
Campeã do Carnaval 2007 - Porto Alegre
Bambas da Orgia

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Pra quem curte o Carnaval com todo o seu esplendor espero que tenha sido uma festa ótima, só animação e pra quem, como eu, gosta de sossego, espero que tenha sido uma folga bem aproveitada também. Pra quem viajou, já sabem, cuidado e atenção pra que a volta seja tranqüila.
Até Mais!!!

fevereiro 09, 2007

Natal em Fevereiro?

Foi notícia nos jornais e telejornais daqui: homem preso na chaminé. Em pleno mês de fevereiro, faltando ainda muito tempo para o Natal, um homem resolveu dar uma de Papai Noel em um bairro de Porto Alegre, foi se esconder na chaminé de uma casa, pois estava sendo perseguido, segundo ele. Ora, que desculpa esfarrapada, hein? Sorte a dele ter gente em casa, pois do contrário ninguém teria ouvido seu pedido de socorro. Mas o curioso dessa estória é que o mundo é menor do que a gente pensa, quando deu a notícia na TV vi que conhecia a dona da casa, nos formamos juntas na faculdade! A vida tem dessas coisas.
BOM FINAL DE SEMANA A TODOS!!!

fevereiro 06, 2007

Vida!!!

Olá pessoal, estou me esforçando pra voltar a postar com freqüência, não tá fácil, mas uma hora eu chego lá. Por ora deixo uma mensagem que acho bem legal, é de uma campanha de final de ano de uma rede de TV aqui do sul, mas que vale para qualquer época do ano:

“Vida”, composta por Ricardo Engels Garay e Carlos Ludwig

Vida é chuva, é sol
Uma fila, um olá
Um retrato, um farol
Que será, que será?

Vida é o filho que cresce
Uma estrada, um caminho
É um pouco de tudo
É um beijo, um carinho

É um sino tocando
Uma fêmea no cio
É alguém se chegando
É o que ninguém viu
É discurso, é promessa
É um mar, é um rio

Vida é revolução
É deixar como está
É uma velha canção
Deus nos deu, Deus dará

Vida é solidão
É a turma do bar
É partir sem partir
É voltar por voltar

Vida é palco, é platéia
É cadeira vazia
É rotina, odisséia
É sair de uma fria
É o sonho tão bom
É a briga no altar

Vida

É um grito de gol
É um banho de mar
É inverno e verão

Vida

É mentira, é verdade
E quem sabe a vida
É da vida a razão…

Vida!

Espero que tenham gostado.

Até Mais!!!

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janeiro 25, 2007

Parabéns Lu!!!

Hoje é aniversário da Lu Olhos de Mar e eu não poderia deixar de fazer menção, aqui no blog, a essa data tão importante.

Lu, parabéns e tudo de bom hoje e sempre, ok?

E para quem quiser conhecer mais uma pessoa legal é só visitar o blog da Lu.

http://www.olhosdemar.blogspot.com

Até Mais!!!

janeiro 11, 2007

Ainda é Tempo...

Olá Pessoal,

Como ainda ando correndo no trabalho tenho tido pouco tempo para blogar e visitar os amigos, mas à medida que as coisas forem acalmando volto com tudo. Por ora agradeço as visitinhas e os votos de Feliz 2007 .
Como acredito que ainda é tempo de emanar boas energias para o ano que inicia estou postando um texto que recebi por e-mail de uma amiga, espero que gostem.
Até Mais!!!
Saia de casa só pelo gosto de caminhar.
Sorria para todos.
Faça um álbum de família.
Conte estrelas.
Telefone para seus amigos.
Diga: "Gosto muito de você!".
Converse com Deus.
Volte a ser criança.
Pule corda.
Apague de vez a palavra "rancor".
Diga sim.
Dê uma boa risada!
Leia um livro.
Peça ajuda.
Corra.
Cumpra uma promessa.
Cante uma canção.
Lembre o aniversário dos amigos.
Ajude um doente.
Pule para se divertir.
Mude de penteado.
Esteja disponível para escutar.
Deixe seu pensamento viajar.
Retribua um favor.
Termine aquele projeto.
Quebre uma rotina.
Tome um banho de espuma.
Escreva uma lista de coisas que lhe dão prazer.
Faça uma visita.
Sonhe acordado.
Desligue o televisor e converse.
Permita-se errar.
Retribua uma gentileza.
Escute os grilos.
Agradeça a Deus pelo sol.
Aceite um elogio.
Perdoe-se...
Deixe que alguém cuide de você.
Demonstre que está feliz.
Faça alguma coisa que sempre desejou.
Toque a ponta dos pés.
Olhe com atenção uma flor.
Só por hoje evite dizer "não posso".
Cante no chuveiro.
Viva intensamente cada minuto de Deus.
Inicie uma tradição familiar.
Faça um piquenique no quintal.
Não se preocupe.
Tenha a coragem dos pequenos seres vivos.
Ajude um vizinho idoso.
Afague uma criança.
Reveja fotos antigas.
Escute um amigo.
Feche os olhos e imagine as ondas do mar.
Brinque com seu mascote.
Permita-se brilhar.
Dê uma palmadinha nas suas próprias costas.
Torça pelo seu time.
Pinte um quadro.
Cumprimente um novo vizinho.
Compre um presente para você mesmo.
Mude alguma coisa.
Delegue tarefas.
Diga bem-vindo a quem chegou.
Permita que alguém o ajude.
A-GRA-DE-ÇA!
Decida-se a viver com amor. Sem ele, nada se consegue. Conserve-se assim durante os trezentos e sessenta e cinco dias do ano e você terá uma boa saúde, excelentes relações pessoais, rápido crescimento pessoal e comunitário e uma eternidade feliz!
FELIZ 2007 !!!!

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dezembro 29, 2006

FELIZ 2007!!!!!!

Desejo a todos os amigos...
Um final de ano com muita
alegria,
diversão,
festa
e que o ano de 2007 seja repleto de
saúde,
paz,
amor,
sucesso e
realizações.


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FELIZ 2007!!!!
E até mais!!!

dezembro 22, 2006

É quase Natal, mas...

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É isso aí pessoal, é quase Natal e por isso já vou desejando a todos os amigos um...


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Que seja uma festa com muita luz, paz no coração e alegria de viver. E que o Papai Noel traga muitos presentinhos...

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Vou deixar uma mensagem que recebi de uma amiga, por e-mail e que achei bem legal:

Photobucket Nunca deixe de acreditar!


Espero que você possa aceitar as coisas como elas são, sem pensar que tudo conspira contra você...porque parte de nós é entendimento...


Mas, a outra parte é aprendizado...


Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos e que, no final, possa alcançar todos os seus objetivos... porque parte de nós é cansaço...


Mas, a outra parte é vontade...


Que tudo aquilo que você vê e escuta possa lhe trazer conhecimento, que essa escola possa ser longa e feliz... porque parte de nós é o que vivemos...


Mas, a outra parte é o que esperamos...


Que você possa aprender a perder sem se sentir derrotado, que isso possa fazer você cada vez mais guerreiro... porque parte de nós é o que temos...


Mas, a outra parte é sonho...


Que durante a sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros, que você possa aceitar que só quem soube da sombra, pode saber da luz... porque parte de nós é angústia...


Mas, a outra parte é conforto...

Que você nunca deixe de acreditar !!!!!!


Photobucket Aproveitem bem o feriado!!!!

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Photobucket FELIZ NATAL!!!!!!!!!

E Até Mais!

dezembro 18, 2006

Somos Campeões Mundiais!

PARABÉNS AOS HERÓIS DA CONQUISTA COLORADA!

INTERNACIONAL, CAMPEÃO DO MUNDO!!!!!


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Ps.: Calor de 40° C no domingo, sem ar condicionado, ninguém merece!!!!
Até mais!!

dezembro 15, 2006

Faltam 10 dias...

É isso aí, faltam apenas dez dias para o Natal, pouco mais de uma semana. E o que vocês esperam ganhar?
Por hora um Bom Final de Semana a todos e até mais!

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dezembro 14, 2006

Só de passagem, mas com estória...

Olá pessoal,

Dei uma sumida básica desde o último post por conta de trabalho, muito trabalho. Minhas energias estão voltadas ao encerramento do ano, muitas contas pra conciliar, coisa de contador, mas tenho passado pelos blogs, nem sempre comentando por estar sempre correndo, mas não esqueço de vocês. Tanto não esqueço que fiquei de contar sobre minha visita a Campo Grande e essa viagem vale a pena contar mesmo.
Era uma viagem a trabalho em pleno mês de novembro - calor - e no meio da crise nos aeroportos. Com relação aos vôos até que foi tranqüilo (em relação a outros casos, é claro): na ida um atraso de meia hora em São Paulo e na volta um atraso de uma hora e meia em São Paulo, mas isso por conta de ter pego o vôo da madrugada, senão a coisa teria sido bem pior!
Cheguei em Campo Grande levando chuva, mal entrei no hotel e começou a chover, mas não foi uma chuvinha qualquer não, foi um verdadeiro dilúvio e, detalhe, com pedras - típica chuvarada de verão. (Mas eu creio que foi porque viajei sem levar sombrinha, não saio de casa sem uma na bolsa, estou sempre preparada, justamente porque quando saio sem chove!).
E impressões sobre a cidade: não pude conhecer muita coisa, pois o tempo era curto, passei a maior parte ou no hotel ou no shopping, mas deu pra perceber que há muitos descendentes de orientais (japoneses, chineses) e não percebi muito sotaque diferente do meu - também há muitos gaúchos e descendentes em Mato Grosso do Sul - encontrei até um camarada pilchado em pleno shopping! Visitei uma feira que chamam de feirão onde tem bancas em que se vende de CDs a artesanato local - comprei um piranha de lembrança do Pantanal que ainda não foi dessa vez que conheci - e uma gastronomia bem oriental com muito yakissoba, tempura e outros - uma aventura gastronômica que deixei para uma outra oportunidade, pois com viagem na madrugada melhor não arriscar. É uma região que gostaria de conhecer melhor.
E pra que quiser conhecer um pouco da história da cidade é só continuar lendo este post:
Os primeiros dados sobre a região datam de 1870, quando, devido a guerra da Tríplice Aliança, chegaram a notícia aos moradores do Triângulo Mineiro (Monte Alegre) da existia terras férteis para lavoura e criação de gado no então chamado Campo de Vacarias.
Esta notícia contentou José Antonio Pereira, que estava a procura de gleba da qual pudesse apossar com sua gente. Assim, no dia 21 de junho de 1872, acampou nas terras onduladas da Serra de Maracajú, na confluência dos córregos Prosa e Segredo – hoje Horto Florestal.Nas proximidades, José Neponuceno já possuía um rancho à beira do trilheiro, por onde boiadeiros passavam para ir até o Município de Nioaque (a Sul) e Camapuã (ao Norte).
Em 14 de agosto de 1875, José Antonio Pereira trás sua esposa e seus oito filhos, escravos e outros.No local do primeiro rancho encontraram Manoel Vieira de Souza e sua família, onde dão origem a primeira geração de Campo-grandense.No final do ano de 1877, cumpre sua promessa e termina a primeira igrejinha rústica de pau-a-pique com telhas de barro.

As casas naquele precário alinhamento, formaram a primeira rua, a Rua Velha – hoje 26 de agosto – que terminava num pequeno lago, de onde se ensaiava uma bifurcação, formando mais duas vias. José Antonio Pereira havia construído sua casa na ramificação de baixo, em sua fazenda Bom Jardim. O fundador veio a falecer cinco meses depois da emancipação.Em 1879 surge novas caravana de mineiros que vão distribuindo-se através de marcações de posses, estabelecendo assim as primeiras fazendas da região de Santo Antonio de Campo Grande. Na parte central da rua, na casa de comércio e farmácia, propriedade de Joaquim Vieira de Almeida, reuniam-se as pessoas graúdas da comunidade. Este era o homem de maior instrução da vila, redator de atas e cartas de caráter público ou privado. Ali eram resolvidos os problemas comunitários. Dali saíam as reivindicações ao governo. Possivelmente de autoria de Joaquim Vieira de Almeida foi a correspondência pedindo a emancipação da vila.
Depois de antigas e insistentes reivindicações, também, devido a posição estratégica, e por ser passagem obrigatória para quem fosse do extremo Sul do Estado a Camapuã ou ao Triângulo Mineiro, o governo estadual assina a resolução de emancipação da vila, elevando-a a município de Campo Grande em 26 de agosto de 1899. Quando aconteceu a emancipação, Joaquim Vieira de Almeida já havia falecido por causa de uma tuberculose, sem saber que seu pedido fora atendido.
O povoado de Campo Grande cresce e prospera com o comércio de gado, proporcionado pelo estabelecimento da fazendas de criação em suas imediações e nos campo limpos de Vacarias. Torna-se um centro de comercialização de gado, de onde partiam comitivas conduzindo boiadas para o Triângulo Mineiro e o Paraguai. Com a construção da estrada boiadeira, por Manoel da Costa Lima, que ia de Campo Grande até as barrancas do Paraná, as boiadas passaram a dirigir-se também para São Paulo, abrindo novo mercado para o gado da região e novas oportunidades de intercâmbio comercial.Outro fator de progresso para Campo Grande e para o Estado de Mato Grosso, foi a chegada da Estrada de Ferro da Noroeste do Brasil, em 1914, ligando as duas bacias fluviais: Paraná e Paraguai, aos países vizinhos: a Bolívia (através do Porto Esperança) e o Paraguai (através de Ponta Porã). Foi um marco decisivo para o crescimento da cidade, que despontava como uma das mais progressistas do Estado. Funcionando como empório comercial e centro de serviços de uma vasta região, Campo Grande desenvolvia-se e firmava sua liderança no sul do Estado.A transferência, em 1921, do Comando da Circunscrição Militar, até então sediado em Corumbá, e a construção que essa transferência ensejou, dos quartéis e outros estabelecimento militares, na cidade, foi outra iniciativa que contribuiu para o desenvolvimento de Campo Grande e para a afirmação de sua liderança.
Em 1930 a cidade já contava com cerca de 12 mil habitantes, 3 Agências Bancárias, Correios e Telégrafos, várias repartições públicas e estabelecimento de ensino primário e secundário, abastecimento de água canalizada, luz elétrica, telefone e clubes recreativos. Meados de 1932, a cidade ficou sabendo da deflagração da Revolução Constitucionalista. A notícia espalhou pela população que viu-se frente ao seu primeiro desafio: que lado tomar na refrega? Coube aos políticos e coronéis da época a decisão de romper de vez com o poder, e unir-se a São Paulo contra tudo e contra todos. Declarou aqui um Estado independente, tendo como capital Campo Grande. Escolheu-se como governador o renomado médico Vespasiano Martins, instalando-se o palácio do governo no prédio da Maçonaria, de onde partiam as decisões e o planejamento do combate às forças legalistas.
A capital do Estado, Cuiabá, recebia maior influência de Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e parte de Minas Gerais, continua legalista. Campo Grande, deste modo, torna-se a Capital do Estado de Maracajú, concretizando uma anseio já manifestado desde o início do século: O Sul independente do Norte (de 11 de julho até outubro de 1932).

Com a vitória das forças legalistas, frusta-se a campanha divisionista. Esta é reiniciada em 1958. Quando o general Ernesto Geisel foi empossado na Presidência da República e nomeou o general Golbery do Couto e Silva para a chefia de sua Casa Civil, poucas pessoas lembravam-se de que, há cerca de 20 anos, esses dois militares, então coronéis, haviam estado em Mato Grosso para estudar a viabilidade da divisão do Estado, tendo concluído que ela era não apenas viável, mas necessária. O Sul do Estado consegue eleger a maioria da Assembléia Legislativa Estadual, vindo a ser concretizada, em 11 de outubro de 1977, pela promulgação da Lei Complementar nº 31, a criação de um novo Estado, Estado de Mato Grosso do Sul, e elege Campo Grande como sua Capital.

No início dos anos 60, Campo Grande abriga a sua primeira instituição de ensino Superior, as Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso, conhecida por sua sigla FUCMAT, transformada na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Nessa mesma década é criada a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT), com um de seus campi instalado em Campo Grande, onde se concentram cursos nas áreas de saúde e ciências exatas e tecnológicas. Depois da divisão do Estado, ela se federaliza, tornando-se a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FUFMS), hoje (UFMS). Nos anos 70, criou-se o Centro de Ensino Superior “Professor Plínio Mendes dos Santos” (Cesup), antecessor da Universidade Para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp). Depois, já na década de 90, surgem a Sociedade Ensino e informática Campo Grande (Seic) e as Faculdades Integradas de Campo Grande (FIC – Unaes).
Campo Grande ocupa posição privilegiada geograficamente, ou seja, está localizada no centro do Estado, eqüidistante de seus extremos norte, sul, leste e oeste; está também localizada sobre o divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai, o que facilitou a construção das primeiras estradas que até aqui chegaram ou que daqui partiram. Esta posição em muito contribuiu para que se tornasse a grande encruzilhada ou pólo de desenvolvimento da vasta região.
Graça a seu solo avermelhado e seu clima tropical, a cidade é carinhosamente chamada de “Cidade Morena”, possui uma boa estrutura, com ampla rede hoteleira, bons restaurantes com variados pratos típicos. É por Campo Grande que começa toda aventura turística dos que se propõem a conhecer o Pantanal.

FONTE: http://www.pmcg.ms.gov.br/cgr/historia/index.htm


Tuiuiu - ave símbolo


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novembro 16, 2006

Uma Década Juntos!

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Todos os dias são especiais só pelo fato de estarmos vivos, mas hoje é um dia especial pra mim e pro meu amor: estamos completando uma década de namoro!!!!

Dez anos juntos e parece que começamos a namorar hoje.
O tempo passou e nossa união só se fortificou com tudo o que vivemos até hoje e sei que será assim ainda por muito tempo.
Que venham mais dez, mais mil, mais a eternidade!!!
Com licença mas eu vou me declarar.....
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Omar, EU TE AMOOOOOOOOOO!!!
E pra celebrar a data aí vai a letra de uma canção que ele adora...
Paixão (Kledir)
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Do que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou
Fonte:
Meu coração pula de alegria por estarmos juntos!
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E espero que todos tenham seus amores.
Até o próximo post!

novembro 14, 2006

E Pra Concluir ... Belo Horizonte.

E encerrando os posts sobre as cidades que já visitei: um pouco sobre a história de Belo Horizonte. Na verdade não cheguei a conhecer muito a cidade, pois foi uma viagem de trabalho em que passei fazendo treinamento por uma semana em um Hotel Fazenda em Jaboticatubas, próximo de BH, mas deu para, pelo menos, dar uma caminhada perto do hotel em Belo Horizonte, ir a um shopping...
O ARRAIAL DO CURRAL D’EL REI

Ao iniciar o século XVIII, a questão do abastecimento dos gêneros alimentícios na região das minas é extremamente grave. O ano de 1701 é conhecido na história de Minas Gerais como o ano da fome. O bandeirante João Leite da Silva Ortiz, contrariando os anseios de todos os companheiros, não se deixou seduzir pelo ouro, pois, quando chegou à região onde hoje está Belo Horizonte, resolveu dar início, ali, à atividade agrícola, visando o abastecimento dos arraiais que começavam a se estabelecer.

Uma carta de Sesmaria assinada pelo governador Antônio de Albuquerque Coelho e Carvalho, em janeiro de 1711, contemplou João Leite com uma imensa extensão de terras, que hoje totalizaria quase toda a área de Belo Horizonte. Esta localidade ficou conhecida com o nome de Fazenda do Cercado.

Quando João Leite decidiu partir para Goiás em 1721, a Fazenda do Cercado foi vendida para Antônio Teixeira Pinto. A partir daí, foram surgindo pequenas propriedades rurais atraídas pela prosperidade da Fazenda do Cercado. O lugar passa, então, a ser conhecido com o nome de Curral d’El Rei. No ano de 1750, o local foi elevado à freguesia.

Existem duas versões para o nome Curral d’El Rei. A primeira diz que havia no local um curral onde o gado era reunido para ser contado e preparado para ser distribuído pela região das minas. Após ter sido feita a contagem, fazia-se o pagamento de impostos à Coroa Portuguesa. Pela segunda versão, existiu, aqui, um curral de aluguel pertencente a um dos parentes de Tomé Portes d’El Rei. Após ter passado pelo Registro de Contagem, onde se pagavam os impostos, o gado pernoitava nesse curral.

Durante dois séculos, XVIII e XIX, a vida transcorreu pacata e tranqüila no Curral d’El Rei. Após a Proclamação da República, o “Club Republicano” do Curral d’El decide mudar o nome do Arraial que se tornara naquele momento impróprio frente à nova ordem política. Terra Nova, Santa Cruz, Nova Floresta, Cruzeiro do Sul, Belo Horizonte e Novo Horizonte foram os nomes sugeridos. O nome votado foi o de Novo Horizonte, que havia sido proposto pelo Juiz de Paz e presidente do “Club Republicano”, José Carlos Vaz de Melo. Ele foi à Ouro Preto para fazer o pedido ao Governador João Pinheiro, que, em um primeiro momento, relutou na troca do nome alegando dificuldades administrativas. Devido à insistência do Coronel Vaz de Melo, João Pinheiro concordou em mudar o nome, mas achou inexpressivo o nome proposto. Quando foram apresentados os outros nomes da lista, o governador escolheu o nome Belo Horizonte. No dia 12 de abril de 1890, foi assinado o decreto nº 36. “O doutor governador do Estado de Minas Gerais resolve determinar que a freguesia do Curral D’el Rei, município de Sabará, passe a denominar-se d’ora em diante Bello Horizonte, conforme foi requerido pelos habitantes da mesma freguesia. Neste sentido expeçam-se as necessárias comunicações. Palácio, Ouro Preto, 12 de abril de 1890 – João Pinheiro da Silva.”

A QUESTÃO DA TRANSFERÊNCIA DA CAPITAL

7 de abril de 1891 – O Dr. Augusto de Lima, governador provisório de Minas Gerais, enviou uma mensagem ao Congresso Constituinte Mineiro pedindo a mudança da capital e indicava o arraial de Belo Horizonte como o lugar ideal para construí-la.

“... Nenhum, porém, preocupa mais o espírito público de que sois legítimos órgãos, nenhum mais se impôs à meditação do Governo, desde a administração dos meus últimos antecessores, até hoje, do que aquele que tem por objetivo dotar o Estado de uma nova Capital, que seja um centro de atividade intelectual, industrial e financeira, e ponto de apoio para a integridade de Minas Gerais, seu desenvolvimento e prosperidade, pois que de tais condições carece, infelizmente, a atual Capital, tão prestigiada, entretanto, pelas recordações que formam o mais caro patrimônio histórico do povo mineiro. O Governo, no intuito de concorrer para a solução desta magna questão, depois de estudá-la em todas as suas faces, nomeadamente quanto à localização mais apropriada à edificação da nova cidade e de habilitar-se com os esclarecimentos e informações exigíveis, chegou à conclusão de que nenhum outro lugar reúne maior soma de condições para o fim de vista do que o planalto denominado Belo Horizonte, no Vale do Rio das Velhas, no município de Sabará, onde possui o Estado considerável extensão de terrenos...”

Assim, com a atividade mineradora completamente esgotada há mais de um século e a economia mineira centrada da cafeicultura e na criação de gado, o Estado sentia a necessidade de uma nova capital. A justificativa do governo no parágrafo pode ser entendida como:

- Uma capital que assegurasse a unidade territorial que estava ameaçada pelas oligarquias do sul e da zona da mata.

- A jovem república brasileira tinha como filosofia a modernização do país, como diz o lema da bandeira nacional – ordem e progresso. O desejo dos republicanos mineiros era de mostrar a todo Brasil uma cidade que simbolizasse o espírito da modernidade.

- Ouro Preto representava uma velha ordem, um passado colonial e imperial, mas, também era local que deveria ser preservado, ali estavam as sementes da liberdade, o berço da Inconfidência Mineira. Em 1892, um grande monumento em homenagem a Tiradentes começava a ser erguido na Praça da Independência, em Ouro Preto, que passava, então, a se chamar Praça Tiradentes.
Foi, assim, constituída uma comissão de 11 membros para estudar a implantação da nova capital. Após os estudos, no dia 28 de outubro de 1891, foi promulgada a Lei nº 1, adicional à Constituição, que, oficialmente, transferia a capital.

14 de julho de 1892 - Afonso Pena era empossado como o primeiro presidente eleito do Estado. Dando continuidade aos trabalhos de seu antecessor, designou, em 9 de dezembro do mesmo ano, o Engenheiro paraense Aarão Reis para chefiar a comissão que fez o levantamento das localidades indicadas – Barbacena, Juiz de Fora, Paraúna, Várzea do Marçal e Belo Horizonte.

1893 - O engenheiro Aarão Reis apresentou seu parecer final. “Entre a Várzea do Marçal e o Belo Horizonte é difícil a escolha, em ambas, a nova cidade poderá desenvolver-se em ótimas condições topográficas, em ambas, é facílimo o abastecimento d’água e a instalação de esgotos, ambas oferecem excelentes condições para as edificações e a construção em geral, e se, na atualidade, a Várzea do Marçal representa melhor o Centro de Gravidade do Estado e acha-se já ligada por meios mais rápidos e fáceis de comunicação com todas as zonas, - daqui a algumas dezenas de anos Belo Horizonte melhor o representará, de certo, e mais diretamente ligada ficará a todos os pontos do vasto território mineiro.” (Comissão Construtora).

17 de dezembro de 1893 – no governo do Presidente de Estado de Crispim Jacques Bias Fortes é promulgada a lei nº 3 adicional à constituição do Estado de Minas Gerais, que aprovou o plano elaborado por Aarão Reis para a nova capital na localidade de Belo Horizonte.

A CONSTRUÇÃO DA NOVA CAPITAL

12 de dezembro de 1893 – Foi aprovado o plano elaborado pelo engenheiro Aarão Reis para a nova capital.

14 de fevereiro de 1894 - Através do Decreto nº 680, é criada a Comissão Construtora da Nova Capital, chefiada pelo engenheiro Aarão Reis.

5 de março de 1894 – Iniciaram-se as obras. Em pouco tempo, todo o arraial de Belo Horizonte deixou de existir. Suas casas e capelas foram demolidas. Construíu-se uma cidade como se nada tivesse existido ali. Ruas, avenidas e praças surgiam de acordo com os projetos. 430 propriedades foram desapropriadas a um custo de 841.666$360 mil réis. Os moradores tiveram que se retirar para as vizinhanças. O censo realizado em 1890 revelava que o arraial dispunha de 172 casas, 16 estabelecimentos comerciais, 31 fazendas, 40 fábricas de farinha e 16 engenhos de cana.

“Enfim, quanto havia de mais notável no arraial em vias de cidade estava na Rua General Deodoro. E durante o dia, enquanto as dinamites estouravam pedreiras nas pedreiras; enquanto os comboios do Ramal, apitando a cada momento, transportavam os materiais para as construções; enquanto se ouvia a cantilena dolente dos operários na faina de seus trabalhos na rua General Deodoro era aquele contínuo desfilar de homens calçados de botas, todos com o pensamento voltado para o dia 17 de dezembro de 1897, último prazo constitucional estabelecido para a mudança da Capital.” (Abílio Barreto)

As construções foram avançando e, em dezembro de 1897, as vias públicas, cinco edifícios públicos, serviços de água, esgoto, iluminação, ramal férreo, estação ferroviária estavam prontos.
A Cidade de Minas - assim se chamava a nova capital - deixava assombrados os antigos moradores do velho arraial do Curral d’El Rei e os futuros moradores, funcionários públicos que vieram transferidos de Ouro Preto.Todo o planejamento era algo extremamente inovador, já que rompia completamente com o “urbanismo colonial”.

Quase todos os proprietários foram indenizados em espécie, outros preferiram fazer a troca por lotes dentro da área planejada. A quantia recebida pela indenização, em grande parte dos casos, não foi suficiente para a compra de lote na nova cidade. Ver o arraial desaparecer aos poucos, e com ele a história de gerações, a perda da identidade, foi para muitos um duro golpe que acabou levando-os à opção de se mudarem para outras localidades. Para outros, a tristeza. O projeto de Aarão Reis, ordenado dentro dos melhores conceitos de urbanismo da época, não se preocupou com espaços para a classe operária. Circundada pela Avenida do Contorno, a área planejada na questão de residências só tinha espaço para os profissionais liberais, comerciantes e funcionários públicos. Assim, às margens da Contorno, foram surgindo bairros populares fora do planejamento oficial. “O projeto de Aarão Reis é minucioso, sofisticado, segregacionista e elitista. O plano da cidade determina o espaço a ser ocupado tanto pelas atividades (habitat, trabalho, lazer e administração pública, por exemplo) quanto pelas classes sociais, preservando e isolando as de maior poder aquisitivo.” (BH Verso e Reverso).

O Padre Francisco Martins Dias deixou suas impressões do que via acontecer com seu velho arraial. “Belo Horizonte é hoje um contraste de velharias e novidades: ao pé de uma cafua de barro, coberta de capim ou zinco, eleva-se um edifício velho do Curral d’el Rei, surge um primoroso palacete da Nova Capital; junto de uma estreita e pobre rua, formada de casas e choupanas de todos os tons e categorias, que atestam a modéstia ou pobreza dos antigos habitantes do Curral, estira-se, desafrontada, larga e extensa rua da nova cidade. Mas essas cafuas, essas velhas casas e essas ruas irregulares do Curral vão desaparecendo, pouco a pouco, ao passo que, como que por encanto, surgem outras novas.” (1897).
A Cidade de Minas - A primeira cidade planejada do Brasil

12 de dezembro de 1897 - O grande dia! Com todos os festejos, a Cidade de Minas que custou aos cofres do governo 36 mil contos de réis foi inaugurada.“ O dia 12 começou com uma salva de 21 explosões de dinamite, já que não existiam canhões em Belo Horizonte. Duas bandas de música fizeram a alvorada, tocando em todas as ruas da cidade. Às 11 horas, partiu um trem especial, levando chefes da comissão construtora e de festejos ao encontro do governador do estado, que tinha partido de Barbacena pela madrugada. O governador aqui chegaria às duas horas da tarde, sendo recebido por oito mil pessoas, na praça da Estação. O cortejo seguiu em direção à Praça da Liberdade, passando pela avenida Amazonas, rua Espírito Santo, avenida Afonso Pena, rua da Bahia, rua Guajajaras e avenida da Liberdade.

Enquanto pétalas de rosas caíam sobre o povo, o governador Bias Fortes assinava o decreto número 1.085, que foi referendado por todos os secretários e lido ao povo pelo oficial de gabinete, dr. Estevão Lobo. Novamente, ouviu-se uma salva de dinamites e três bandas de música tocaram o Hino Nacional. Mais tarde, foi cantado em público o solene “Te Deum”. Terminavam as solenidades oficiais, mas pela noite afora continuariam as festas populares, com os jornais “A Capital” e “Bello Horizonte” lançando edições especiais...no dia 13, foi extinta a comissão construtora e, a 29 de dezembro, nomeado o primeiro prefeito, Adalberto Ferraz Luiz.” (De como nasceu aqui a Capital de Minas, Estado de Minas).

Quanto custa uma nova capital. A construção de Belo Horizonte custou ao tesouro do Estado 36 mil contos de réis!

Novamente Belo Horizonte

1901 – O nome Cidade de Minas escolhido para a nova capital acabou não agradando, nem a políticos, nem à população. Em 1901, o presidente do Estado, Silviano Brandão, sancionou a lei que designava o nome Belo Horizonte para a capital mineira.
Em resumo Belo Horizonte teve as seguintes denominações,

- 1711 a 1890 - Arraial do Curral d’El Rei

- 1890 a 1897 - Belo Horizonte

- 1897 a 1901 - Cidade de Minas

- de 1901 em diante - Belo Horizonte

A capital não parou mais de crescer. Em 1902, inaugurou-se o serviço de bonde; em 1908, já era o segundo produtor têxtil de Minas Gerais com quatro fábricas e 407 operários. O censo de 1912 registrou 40.365 habitantes, dos quais 11% eram estrangeiros, em sua maioria italiana. Em 1935, a especulação imobiliária já começa a preocupar a administração municipal, que elabora um decreto para tentar controlá-la. A administração Juscelino Kubitschek, na década 40, trouxe profundas transformações. Pavimentações, urbanização de novos bairros, criação do museu histórico e a obra máxima – o conjunto arquitetônico da Pampulha, composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e o Cassino, hoje, Museu de Arte da Pampulha, sem dúvida, o grande atrativo turístico de Belo Horizonte.

A década de 50 se inicia com a capital abrigando 352.000 habitantes. A cidade ganhou o serviço de ônibus elétricos e sua vida cultural se desenvolve com o surgimento de novas revistas e jornais, formação de corais, salões de arte. Nos anos 60, Belo Horizonte mostra que deixara definitivamente de ser uma cidade administrativa para se tornar uma cidade industrial e um grande centro comercial. Essa foi base que consolidou Belo Horizonte como a 3ª metrópole do país.
Belo Horizonte faz divisa com os seguintes municípios: Ribeirão das Neves (norte e noroeste), Santa Luzia (norte e noroeste), Sabará (leste), Nova Lima (sul e sudeste), Ibirité, (sudoeste), Contagem (oeste e nordeste).

A Região Metropolitana hoje é formada pelos municípios:

1. Baldim
2. Belo Horizonte
3. Betim
4. Brumadinho
5. Caeté
6. Capim Branco
7. Confins
8. Contagem
9. Esmeraldas
10. Florestal
11. Ibirité
12. Igarapé
13. Itaguara
14. Itatiaiuçu
15. Jaboticatubas
16. Joatuba
17. Lagoa Santa
18. Mário Campos
19. Mateus Leme
20. Matozinhos
21. Nova Lima
22. Nova União
23. Pedro Leopoldo
24. Raposos
25. Ribeirão das Neves
26. Rio Acima
27. Rio Manso
28. Sabará
29. Santa Luzia
30. São Joaquim de Bicas
31. São José da Lapa
32. Sarzedo
33. Taquaraçu de Minas
34. Vespasiano
Fonte:
http://www.descubraminas.com.br/destinosturisticos
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco da história desses lugares e termino esse post sabendo que tenho outra viagem de trabalho já marcada para Campo Grande/ Mato Grosso do Sul. Na volta farei um post sobre minhas impressões sobre a cidade, ok?
Até o próximo post!

novembro 13, 2006

Sobre Viamão e Santa Catarina...

Olá amigos,
Espero que estejam todos bem.
Voltei depois de umas breves férias. Aproveitei esse tempo para descobrir que não sou viciada em computador e internet, pois consegui ficar distante sem maiores traumas - aliás sem nenhum trauma, só saudade dos blogs; e também aproveitei para recarregar as baterias, pois meu trabalho vai ser dureza daqui pra frente, ou melhor, já está sendo - final de ano é fogo pra contador!
Fiquei devendo a continuação dos posts sobre as cidades, então pagando...
História de Viamão
No século XVIII o território do atual Rio Grande do Sul já deixara de ser apenas uma zona de passagem entre Laguna e Colônia do Sacramento. A riqueza de seus campos já fizera com que colonizadores aqui se fixassem. E entre esses, inclusive um dos integrantes da frota de João de Magalhães, Cosme da Silveira, que já em 1725 se teria localizado em terras do atual município de Viamão.

Em 1741, Francisco Carvalho da Cunha estabelece-se nos campos de Viamão, no sítio chamado Estância Grande, onde ergueu a capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição. Com a vinda de elementos açorianos, a quem foram doadas várias sesmarias, o povoamento recebeu grande impulso.

Elevada à categoria de freguesia em 1747, por ocasião da invasão castelhana (1766) se instalava nela a sede do governo da capitania. E em 1880 desmembra-se de Porto Alegre para tornar-se vila e sede do município. A importância histórica e social de Viamão iniciou quando foi sede das primeiras estâncias de criação de gado. Os grandes rebanhos de gado e cavalos, que existiam na campanha do Rio do Prata, transitavam por Viamão para serem comercializados em Laguna (SC).

A partir de 1732, O Rio Grande de São Pedro - como era conhecido o Rio Grande do Sul - passou a atrair colonizadores que se radicaram na região de Viamão. O município, portanto, foi um dos primeiros núcleos de povoamento do Estado (formado por lagunenses, paulistas, escravos e portugueses). Só a apartir de 1752 chegaram os primeiros casais de imigrantes açorianos, que desembarcaram na região de Itapuã. Esses açorianos são os mesmos que colonizaram a região dos Porto dos Casais, atual capital do Estado. Além de Porto Alegre, a população de Viamão originou cidades como Santo Amaro, Triunfo, Rio Pardo, Taquari e as cidades do litoral norte. Os habitantes primitivos foram os índios mbyá-guaranis e kaingangs.

Em 1763, a cidade recebeu o governo do RS, que tinha a sede na Vila do Rio Grande, e que transferiu devido à invasão do estado pelos espanhóis. Viamão se conservou sede do governo até 1773. Nesta época, a sede foi transferida para Porto dos Casais (atual Porto Alegre). Viamão também foi palco de operações militares na época farroupilha. Até hoje, restos de embarcações farrapas repousam no fundo das águas do Guaíba, em Itapuã, no canal a Ilha do Junco e o Morro da Fortaleza.

A origem do nome Viamão é muito controversa. Uma das versões é a de que, a certa altura do Rio Guaíba, pode-se avistar cinco afluentes (rios Jacuí, Caí, Gravataí, Taquari e dos Sinos), que formam uma mão espalmada. Daí a frase: "Vi a mão". Conforme alguns, seria originário do nome "ibiamon", que significa "Terras de Ibias" (pássaros). Outros afirmam que seria uma passagem entre montes, o que chamavam de via-monte. E existe ainda o relato de que teria como origem o antigo nome da província de Guimarães, em Portugal: Viamara.
E abaixo fotos da Igreja Matriz de Viamão dedicada a Nossa Senhora da Conceição - onde ocorreu meu casamento em 2000.
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Laguna foi base do expansionismo
Laguna ocupa hoje uma área de 353 Km2. Localizada a 120Km ao sul de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, abriga uma população estimada em 70 mil habitantes. Fundada em 1676 por bandeirantes vicentistas sob a liderança de Domingos de Britto Peixoto e seus filhos Sebastião e Francisco de Britto, foi definida como último porto meridional seguro que apresenta garantia de abrigo a navegação costeira.

A definição de seu sítio de implantação já estava condicionada por este elemento. Os relevos geográficos que garantem a segurança de atraque para as naves pioneiras desaparecem ao sul do Cabo de Santa Marta, com raríssimos acidentes, até o canal de São Pedro.

A sensibilidade dos navegadores certamente não deixaria de se fixar nestas condicionantes, principalmente quando sabemos da fragilidade das embarcações de então a procura do anfiteatro natural e silencioso de suas colinas.

Em 1494, Laguna serviu de referência ao Tratado de Tordesilhas, acordo entre os poderosos, Portugal e Espanha, que dividiram em fatias seus interesses expansionistas. Portugal, ao contrário do que previa o acordo, pretendia instalar-se na margem esquerda do Rio do Prata, passando assim a se integrar ao comércio da região. No sec. XVIII, Portugal conquista a colônia do Sacramento, mas acaba sitiado pelos espanhóis. Laguna torna-se então a alavanca de apoio para o envio de tropas e alimentos. Ficava claro a opção militar de Laguna e todo o sul da colônia. O sistema de defesa da Ilha de Santa Catarina é exemplo deste período.

A Coroa Portuguesa passa, em 1748, a promover a imigração de Açorianos para a região, que precisava de quem produzisse alimentos e homens para seus projetos. Em 1742, a Coroa já havia desligado Laguna do governo paulista, integrando-a ao poder central, crescendo o descompromisso com a vida econômica e social da região. Eram as bases do movimento revolucionário Farroupilha.

Ao final do séc. XIX, desenvolveu-se a exploração do carvão de pedra na serra de Lauro Muller, tornando Laguna o principal ponto de abastecimento de carvão para o centro do país. Neste período, se inicia a imigração italiana, alemã, e polonesa para Santa Catarina, incrementando seu desenvolvimento. Foi um período de grande riqueza para Laguna, condição econômica para o nascimento de um novo acervo da arquitetura eclética em suas ruas estreitas e agitadas.

Com o surgimento do Porto de Imbituba, de maior calado, e a criação de grandes rodovias, sinais evidentes do processo de industrialização do país, Laguna perdeu sua condição estratégica, permanecendo relativamente isolada e voltada basicamente à produção de peixes, camarões e seu pequeno comércio. Como consequência a cidade preservou-se até hoje com importantes marcas da sua história, refletidas em seu traçado urbano, situação geográfica e casarios que espelham seus diversos momentos vividos.

Laguna atualmente está inscrita no "Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico" como patrimônio histórico do Brasil, publicado no Diário Oficial da União em 13/03/85, pg 4414, primeira seção.
História de Florianópolis
A Ilha de Santa Catarina com seu Porto de Nossa Senhora do Desterro foi uma das principais portas de entrada para o Brasil Meridional. Suas duas excelentes baías, que constituíam um ancoradouro ideal em qualquer vento, e a dócil população nativa permitiram à ilha se tornar um porto de abastecimento e um ponto de apoio estratégico para o Atlântico Sul e para a Baía do Prata.
Os primeiros registros do povoamento europeu na Ilha de Santa Catarina datam do início do século XVI e coincidem com a abordagem intensiva de exploradores de madeira, aventureiros e estrangeiros de diversas procedências e origens, que acorreram ao litoral brasileiro, tentando configurar a posse e ocupação jurídica do território.
Estes viajantes europeus transitaram e estacionaram na ilha e sua imponente Baía dos Patos, mais tarde conhecida, em alusão ao estreito que tem entre as baías do Norte e do Sul, pelo nome de Y-Jurirê Mirim. Esta gente, não deixou o mínimo núcleo de população no lugar, porquanto o seu único objetivo era a exploração das riquezas que constava existirem no Prata. A ilha que permanecia habitada apenas por índios, passou a receber diversos nomes, entre eles, Ilha dos Patos, e Meyembipe, palavra indígena que significa ilha costeira.
Inicialmente foram alguns náufragos, degredados, desertores e contrabandistas de madeira, provenientes também das primeiras expedições portuguesas e espanholas ao sul do Brasil que se fixaram na região próxima do que viria a ser Desterro. A população nativa local, composta por índios carijós, foi gradativamente abandonando as terras insulares e se dirigindo para o interior do continente fronteiro.
A partir de 1530, o território entre o Maranhão e Santa Catarina foi dividido em 12 faixas lineares, limitadas a leste pelo Atlântico e a Oeste, pela linha convencional das Tordesilhas. A Ilha de Santa Catarina foi então incluída na Capitania de Santo Amaro e Terras de Sant´Ana, numa extensão de território que ia desde Cananéia até Laguna, e foi doada a Pero Lopes de Souza, por volta de 1534, quando se iniciou um pequeno povoamento. Isto possibilitou o início da ocupação oficial da costa catarinense, através da fundação de diversas vilas, entre elas Nossa Senhora do Rio São Francisco (1658), Nossa Senhora do Desterro (1662) e Santo Antônio dos Anjos da Laguna (1682).
A fundação efetiva da Póvoa de Nossa Senhora do Desterro ocorreu por iniciativa do bandeirante paulista Francisco Dias Velho, por volta de 1651. Em 1675, Dias Velho ergueu uma cruz e, em 1678 deu início à construção da capela de Nossa Senhora do Desterro. A igreja primitiva definiu o centro do povoado e marcou o nascimento da Vila de Nossa Senhora do Desterro, podendo ser considerada o berço de Florianópolis. Aos poucos foi se processando uma ocupação litorânea, lenta e espontânea, por meio da concessão de sesmarias, que se fixaram com seus estabelecimentos agrícolas e pastoris.
A morte do fundador, ocorrida entre 1679 e 1680, provocou certa recessão no povoado e o extenso território, de precária delimitação, foi paulatinamente ocupado por novos moradores. Por volta de 1700, alguns povoadores viriam de São Francisco do Sul, Paranaguá, Cananéia, Santos e São Vicente, o que não chegou a arrancar o povoado da estagnação.
Um estímulo oficial aconteceria com a elevação à Vila, em 1726. Já em 1730, com a criação da Freguesia, o pequeno núcleo populacional foi reconhecido como capaz de alguma organização. O núcleo central da ilha denominada Santa Catarina passou a ser chamado Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, depois simplesmente Desterro.
A partir da fundação da Colônia de Sacramento (1680) e da consequente necessidade de dar-lhe cobertura militar, a ilha catarinense passou a representar um ponto estratégico de importância para a Coroa Portuguesa. A sua posição era valorizada por situar-se praticamente a meio caminho entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, na época as duas maiores cidades litorâneas da face atlântica da América do Sul. A localização geográfica e as vantagens físicas do porto desterrense impuseram-se às razões políticas e econômicas, justificando a criação da Capitania da Ilha de Santa Catarina (11/08/1738) e motivando a implantação do mais expressivo conjunto defensivo litorâneo do Sul do Brasil e, posteriormente, uma campanha de povoamento.
O Brigadeiro José da Silva Paes foi designado à frente da Capitania (05/08/1738) e organizou o seu sistema de defesa. Construíram-se as fortalezas de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim (1738), de São José da Ponta Grossa (1740), de Santo Antônio na Ilha de Ratones Grande (1740), e de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Sul (1740).
Com este evento, o afluxo populacional tomou impulso, incrementando-se novas doações de sesmarias. De outra parte, a criação de cargos públicos promoveu a vinda de titulares graduados com suas famílias, dando lugar às primeiras guarnições e estimulando o paulatino reerguimento da Vila.
O efetivo povoamento da região foi enriquecido com a campanha migratória que transferiu em torno de 6.000 colonizadores açorianos para o sul do país e meia centena de madeirenses, principalmente no período de 1748 e 1756. Estes colonos criaram e desenvolveram comunidades, fundando diversas freguesias, tais como a da Santíssima Trindade, a da Lagoa da Conceição, a de Santo Antônio de Lisboa, a de São João do Rio Vermelho, a de Canasvieiras, e a do Ribeirão da Ilha.
Posteriormente, os açorianos também se dirigiram para o território continental e para o Rio Grande do Sul.
Até as primeiras décadas do século XX a Ilha de Santa Catarina era dividida entre quatro pólos principais a saber: a Freguesia de Santo Antônio de Lisboa, ao Norte, as Freguesias da Lagoa da Conceição e da Vila Capital ao centro e a Freguesia do Ribeirão da Ilha, ao sul. No continente, a centralização era representada pela Freguesia de São José da Terra Firme e Freguesia da Enseada do Brito.
A economia de Desterro era fraca e voltada para a subsistência, com períodos de modesto aquecimento, em função das atividades portuárias e do comércio de cabotagem.
No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade. Tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. Projetou-se a melhoria do porto e a construção de edifícios públicos, entre outras obras urbanas. A modernização política e a organização de atividades culturais e literárias também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao imperador D. Pedro II (1845).
Com o advento da República (1889), as resistências locais ao novo governo provocaram um distanciamento do governo central e a diminuição dos seus investimentos. A vitória das forças comandadas pelo Marechal Floriano Peixoto determinaram, em 3 de outubro de 1894, a mudança do nome da cidade para Florianópolis, em homenagem a este marechal.
Ao entrar no século XX, a cidade passou por profundas transformações, sendo que a construção civil foi um dos seus principais suportes econômicos. A implantação das redes básicas de energia elétrica e do sistema de fornecimento de água e captação de esgotos somaram-se à construção da Ponte Governador Hercílio Luz como marcos do processo de desenvolvimento urbano da cidade do século XX e Florianópolis se afirmou como capital do Estado.
Hoje, a sua área territorial, compreende 436,50 km², sendo 424,40 km², referentes a Ilha de Santa Catarina e a área continental com 12,10 km² e com uma população de 271.281 mil habitantes. Fazem parte do município de Florianópolis os seguintes Distritos Administrativos: Sede, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul, Ratones, Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa, São João do Rio Vermelho, Campeche e Barra da Lagoa, Canasvieiras, Ingleses do Rio Vermelho e Cachoeira do Bom Jesus.
Florianópolis tem sua economia alicerçada nas atividades do comércio, prestação de serviços, indústria de transformação e turismo. Recentemente a indústria do vestuário e a informática vem se tornando também setores de grande desenvolvimento.
Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se hoje, além das magníficas praias, e rústicas trilhas pelo interior da ilha, as pitorescas localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, tais como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa, além do próprio centro histórico da cidade de Florianópolis, o excepcional conjunto de fortalezas oitocentistas, quase todo já restaurado, e sítios arqueológicos pré-históricos, que remontam a 4 mil anos.
Estes conjuntos arquitetônicos tradicionais, com seu casario geminado, suas igrejas oitocentistas, seus impérios e cruzeiros, compõem um ambiente onde práticas artesanais tradicionais, tais como a pesca, a produção de trançados com as redes, tramóias e a renda de bilros, de farinha de mandioca e aguardente de cana, de cestaria por exemplo, são ainda encontradas, destacando as características típicas do ilhéu e sua herança histórica de raízes açorianas. Verifica-se também a permanência das manifestações folclóricas de influência lusitana e açoriana, indicando uma estrutura sócio cultural transplantada dos Açores e da Madeira. Presencia-se, ainda hoje, as festas populares tais como a Folia do Espírito Santo, o Boi-de-mamão e o Terno de Reis.
Até o próximo post!!!


outubro 11, 2006

Sobre o Litoral e a Campanha...

Seguindo com a história das cidades que conheço hoje concluo o Rio Grande do Sul para posteriormente seguir por Santa Catarina e Minas Gerais.

Santa Maria do Herval

Entre 1929 e 1935 se estabeleceram em Morro dos Bugres os primeiros moradores, descendentes de alemães, oriundos das Colônias Velhas. Esses moradores dedicavam-se ao cultivo da terra; devido a adversidade do solo, transferiram-se para o local onde hoje situa-se a sede de Santa Maria do Herval, que apresentava um solo mais propício para o cultivo. Daí originou-se o novo Município de Santa Maria do Herval. Posteriormente novas famílias foram-se somando as já existentes. O progresso e o desenvolvimento foram incorporando-se na localidade. Primeiramente Santa Maria do Herval pertencia a São Leopoldo, depois passou a Distrito de Dois Irmãos. O nome de Santa Maria do Herval é uma homenagem a Santa Maria, Padroeira da primeira Igreja construída na localidade, a Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. Também compõe a sua denominação a palavra "Herval" que ressalta uma característica florestal da região, que é a abundância de ervas.

Fonte: Quando não estiver citada outra fonte acima, a fonte do texto acima é a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, Prefeitura Municipal e/ou outros Colaboradores.
Histórico de São Gabriel

São Gabriel foi fundada em 02 de novembro de 1800 pelo espanhol Dom Felix de Azara. De lá para cá alguns fatos marcaram a povoação do Município.

Em 16 de dezembro de 1813, o Governador da Província mandou demarcar o terreno onde a cidade esta erguida.

Mais tarde em 1815, foi elevada à categoria de Capela Curada, tendo em sua sede um sacerdote permanente. Neste mesmo período foi Capital da República Riograndense.

Com a Lei Provincial n.º 8 de 04 de abril de 1846, São Gabriel foi elevada à categoria de município, com a instalação da Câmara de Vereadores, cujo presidente exercia o Poder Executivo.

São Gabriel historicamente é ligada às armas, TERRA DOS MARECHAIS, como é chamada, já que aqui nasceram os Marechais João Propício Menna Barreto, Fábio Patrício de Azambuja, o Presidente da República Hermes da Fonseca e Mascarenhas de Moraes, o comandante da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, durante as batalhas na Itália. Outros militares gabrielenses fizeram parte da história nacional, como o Coronel José Plácido de Castro, o desbravador que conquistou o Acre.

A vocação militar conviveu pacificamente com a poesia e outras artes, projetando para o Brasil o gabrielense Alcides Maia, o primeiro gaúcho admitido na Academia Brasileira de Letras e o Padre Leonel Franca, teólogo fundador da PUC do Rio de Janeiro.

A história política do Município conta com personagens como o Castilhista Fernando Abbott, Presidente do Estado e o Embaixador Francisco de Assis Brasil, fundador e líder do Partido Libertador.

São Gabriel é considerada o último reduto dos Carreteiros, o mais antigo meio de locomoção inventado pelo homem.

Fonte: http://www.saogabriel-rs.com.br/
História de Torres
O Município de Torres possui este nome devido à existência de três grandes rochedos de origem vulcânica, formados por rochas basálticas, do período Jurássico/Cretácio (Era dos Dinossauros), com aproximadamente 140 milhões de anos, que afloram à beira-mar, um aspecto único do Litoral Brasileiro.
São as seguintes as torres:
  • Torre do Norte (Morro do Farol);
  • Torre do Centro (Morro das Furnas);
  • Torre do Sul (onde está a Praia da Guarita).
Torres é um dos núcleos mais antigos do Estado. Era utilizado pelos índios carijós de Santa Catarina e Arachanes, do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos das Torres, começando na Praia Grande e indo até a de Itapeva.
Viviam também da caça e da pesca e se dedicavam a uma agricultura rudimentar.
Em 1500, as trilhas abertas em meio a matagais pelos índios começou a ser usada também por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos. Estes caminhos transformaram-se no principal elo de ligação entre o resto do Brasil e os núcleos avançados do povoamento português, na Colônia do Sacramento (1679) e no Presídio de Rio Grande (1737).
Assim, Torres assumiu a importante função de controlar a estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos e açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna, começaram a instalar-se na região.
Em 1809, Dom Diogo de Souza, Primeiro Capitão-Mor da capitania do RS, mandou reforçar a Guarnição de Torres e autorizou a construção de São Domingos das Torres, além de um presídio militar, construídos por prisioneiros.
Em 1826, 383 imigrantes alemães chegaram a Torres, mandados pelo Visconde de São Leopoldo, com a finalidade de criar novos núcleos coloniais. Foram divididos por religiões e formaram a Colônia de São Pedro de Alcântara (católicos) e Três Forquilhas ( protestantes).
Em 1837 foi criada a Freguesia de São Domingos das Torres, vigésima oitava da Província. Seu desenvolvimento deu-lhe o privilégio de ser também elevada à categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878.
Os habitantes primitivos que viviam na região Sul (Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina), quando ocorreu a chegada dos portugueses, eram índios carijós, minuanos e arachanes.
Entre os anos de 1600 a 1640, estima-se que viviam, no sul do país, cerca de quinhentos mil índios, que aos poucos foram desaparecendo por causa das doenças, escravidão e batalhas.
Através da documentação existente sobre os indígenas do litoral, podemos saber que os carijós eram dóceis e interesseiros. Por este motivo houve um comércio muito grande entre paulistas que vinham ao sul em busca de escravos, e os caciques. Entre os índios, os negociantes que ficaram mais famosos foram o cacique Tubarão, que deu origem à cidade de Tubarão e o cacique Maracanã. Aos poucos, a região foi ficando despovoada de índios. Sabe-se que, por volta de 1700, quando os lagunenses desceram pelo litoral, quase não encontraram índios.
(As informações desta página são uma colaboração do geólogo Jorge Augusto da Silva).
Concluindo as cidades do Rio Grande do Sul revisitei os meus antepassados, a minha cidade, revivi os passeios de escola por Gramado e Canela, a viagem de adolescente em Santa Maria do Herval, a nossa capital, lua-de-mel em Torres e casamento de amigos em São Gabriel e acabei de lembrar que não fiz referência a cidade de Viamão - onde eu casei - vai ficar pra próxima!
Para Informação: estarei dando férias aos computadores por alguns dias, portanto não poderei visitar os blogs amigos, mas em breve estarei de volta.
Me aguardem!!!!!